A conscientização dos conteúdos do inconsciente nos tira da inocência, do paraíso. No instante em que nos vemos como realmente somos, percebemos o Outro, e também que estamos nus frente a este outro. Por isso, nos vestimos com a Persona, nossa armadura e proteção, nossa personalidade social. Se nos reduzirmos, porém, a essa Persona, perdemos contato com o paraíso primevo, e nos vemos no que os budistas chamam de “Samsara”. A consciência vira uma ilusão, um eterno atuar de uma cena sem propósito. Para escapar dessa prisão labiríntica, a consciência precisa se abrir e descer até a inconsciência, o mundo dos sonhos e dos símbolos, para compreendê-la. Depois, deve subir novamente, ao mundo humano, trazendo consigo um filho: a união consciência-inconsciente.
Gabriela Junges

Deixe um comentário